Dentro do ônibus a caminho do Zoo
da Água Funda lembramo-nos deles e pensava no “Gugu”, isto porque na última
visita ele fez algo que a gente não esquece. O “Gugu” simplesmente estava
estressado com o barulho, digo alarido das criançadas, saiu do seu habitat
(caverna de cimento armado), aproximou do muro, virou de costas para nós, evacuou
nas próprias mãos e arremessou em nossa direção, por sorte não fomos atingidos,
devido à distância.
O Cocoreba estava dormindo. O Sapo
só observando o vai e vem das pessoas, e ficava feliz da vida quando alguém
jogava “PATACAS NÃO CONTABILIZADAS” na pequena fonte d’água.
A Anaconda (Sucuri) estava toda
enrolada, só no sossego, dormindo. O Jacaré coroa perguntou do Sankaré, e ficou
muito chateado em saber que foi exterminado sem dó e piedade na Eta, seu corpo
sumiu.
Pois é, disse o Sankaré, isso são coisas de Otrop. De fato ninguém se
esquece dos maus feitos, enfim tivemos vários casos, tais como: Merendão;
Funasão; Saefão; Viajem ao espaço. Aquele caso que viajaram 186 mil quilômetros
sem sair de Otrop. Quiseram até implantar um presídio numa reserva florestal. Felizmente
não conseguiram. Um cidadão bateu de frente e barrou essa utopia infernal.




















